@OTogaPreta

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Guerra civil na Síria, um alerta para o mundo!



Estamos acompanhado pela imprensa internacional, o maior êxodo desde a segunda grande guerra
mundial. Me refiro a Síria, que vem sofrendo com uma guerra civil, entre três grupos distintos, a população insurgente, o Estado Islâmico e o governo, três forças antagônicas, um conflito que está longe de acabar.
Mas afinal o que desencadeou este cenário atípico? Se formos buscar as origens do conflito, iremos observar que talvez cada um de nós, de alguma forma, alguns mais e outros menos, contribuíram para as causas, que tiveram como conseqüência, a guerra e milhões de refugiados mundo afora.
Trago neste artigo um alerta, para podemos observar que, quando a situação estar grave, significa que ainda pode piorar, convulsões sociais acabam saindo do controle e levando ao fortalecimento de grupos que tem como principal objetivo, se aproveitarem das fraquezas, para tomarem o poder.
Em 2006 a 2009, uma seca, advinda das mudanças climáticas, nunca antes vista na região, assolou a Síria severamente. Descrita como a pior registrada na história do país. A seca destruiu a agricultura na região conhecido como o celeiro da Síria, ao norte do país, forçando os produtores migrarem para as cidades, onde a pobreza agravada pela má gestão governamental, que não suportou o grande êxodo rural, colapsando os serviços públicos, devido a grande demanda nos centros urbanos, somados a outros fatores políticos, provocaram o mal-estar social que explodiu em março de 2011.

O Observatório da Terra Lamont-Doherty, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, em um estudo realizado sobre Clima/guerra, considera “provável que uma seca sem precedentes que assolou a Síria entre 2006 a 2010, avivada pela mudança climática provocada pela atividade humana, pode ter ajudado a impulsionar o levante sírio em 2011”.
Não estamos dizendo que a seca provocou a guerra”, alertou Richard Seager, cientista especializado no clima e co autor do estudo publicado no dia 2/ 03/ 2015. “Dizemos que, somado aos demais fatores, ajudou as coisas a passarem para o conflito aberto. “E uma seca dessa gravidade se fez muito mais provável pela aridez atual dessa região, induzida pelo homem”, acrescentou.
Doreen Stabinsky, professora de política ambiental na Universidade do Atlântico, dos Estados Unidos, tem declarado que evidentemente, a guerra na Síria é uma situação complexa, que não pode ser entendida que unicamente a seca e o colapso dos sistemas agrícolas a provocaram. “Mas sabemos que a produção agrícola será uma das primeiras vítimas da catástrofe climática que está se desenvolvendo”, afirmou.
Na área do nordeste da Síria, o gado desapareceu, por inanição, os preços dos cereais dispararam, em um crescente drástico, as doenças derivadas da má nutrição entre as crianças assolaram impiedosamente. Cerca de 1,5 milhão de pessoas evadiram-se das zonas rurais para as periferias das cidades, já fragilizadas pelo acolhimento de refugiados da guerra no Iraque. O governo de Assad não fez o suficiente para melhorar a questão do desemprego e oferta de serviços públicos nestes subúrbios, o levante de 2011 começou em grande parte nestas áreas.
As cidades superlotadas e com pouco acesso ao básico, como emprego, moradia e alimentação, dar-se início ao levante popular que começa na clandestinidade, nos grafites nas paredes de Daraa. O governo de Bashar al-Assad, empreende uma forte repressão e desperta grandes manifestações populares em todo o país. As manifestações contrariaram as expectativas de especialistas internacionais, que avaliavam que a Síria viria a protagonizar mais um episódio da Primavera Árabe, erraram. Ocorre uma convulsão social e uma explosão de manifestações e mais repressão.

Aqui nos questionamos, sobre qual papel as questões climáticas desempenharam, para desencadear a crise Síria? De acordo com muitos correspondentes internacionais de guerra, especialistas subestimaram as conseqüências da extensão da seca na região, estima-se que pode acabar com metade da produção agrícola do país até 2050, caso o ritmo de emissões de GEES (gases de efeito estufa) permaneçam nos níveis atuais. Em resumo, o que acontece na Síria e o que poderá acontecer em outras regiões do mundo. Teríamos um cenário de guerra quase que global, pela busca de água e os benefícios oriundos desta.

Em março de 2015 o NYTimes noticiou às conclusões de um estudo que foi publicado no jornal científico Proceedings of the National Academy of Sciences of the USA neste é apontado uma ligação forte entre mudanças climáticas e conflito humano, a falta de água e a convulsões sociais . Alerto para o problema da falta d'água na região Nordeste e Sudeste do Brasil.
Uma charge em quadrinhos que ilustra o artigo:

Deixo aqui meu clamor, para que todos tenham responsabilidade ambiental, no meu caso, construí grandes cisternas em uma propriedade que tenho, prevendo mudanças no regime de chuvas, e já tenho mecanismos caseiros para dessalinização de água do mar, uma vez que estou próximo a ele, onde posso me suprir em alimento e em água potável pela evaporação, desencadeada pelo calor ou vento. No caso do vento basta ter um tela de nylon, montada em uma estrutura elevada, que esta absorve a água evaporada pelo vento à noite, em forma de sereno e  é canalizado para recipientes. Garrafas pets pintadas de preto com água salina, expostas ao sol, evaporam a água e este vapor é coletado em canos de PVC e canalizado para reservatórios. Medidas simples que vai te suprir diariamente de quantidade suficiente de água potável, para consumo humano.
Não adianta levantar o problema, sem ter um horizonte de solução, eis minha contribuição, não podemos depender exclusivamente de governos para a oferta de água. Mais informação de como captar água, sem que seja necessariamente da chuva nos links abaixo:
Por @OTogaPreta



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

CPMF, MAIS UMA PEDALADA FISCAL DO GOVERNO?

A possibilidade da CPMF, tem atormentado os brasileiros, mas será que este imposto é necessário para cobrir rombo da previdência? Como acontece na Educação e Saúde, os recursos não são aplicados conforme o que determina os dispositivos constitucionais. Em grande parte dos casos, servem para tapar rombos na arrecadação em outras carteiras.
A ANFIP (Associaçáo Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), aponta que existe superavit na arrecadação, mas programas como o de desoneração das folhas de pagamentos e isenções oferecida pelo governo, em forma de renúncia fiscal, tem colocado a previdência com deficit. Por outro lado, o governo não dá a sua contrapartida prevista na constituição, para a formação do caixa da previdência.
O legislador constitucional foi sábio quando determinou que a formação do capital para previdência, seria contemplado com recursos de várias fontes, entre elas os contribuintes facultativos e individuais, estes cresceram cerca de 40% desde 2014. 
A Previdência urbana no país é superavitária”. A declaração é do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, e foi feita em 29/01/2014, em Brasília, durante o lançamento do livro “Melhores Aposentadorias, Melhores Trabalhos: Em Direção à Cobertura Universal na América Latina e no Caribe”. E conclui a afirmação: “O Ministério da Fazenda resolveu fazer uma conta com a inclusão dos trabalhadores rurais. Se não fosse isso, a Previdência urbana seria superavitária”.
Na mesma solenidade, encontrava-se presente, a presidente da ANFIP, Margarida Lopes de Araújo, que comentou a declaração de Garibaldi Alves Filho: “É muito bom ver o ministro da Previdência falando isso em alto e bom som, para que todos ouçam, porque esta é a defesa da ANFIP há anos. Não há déficit na Previdência, o discurso do déficit, tão divulgado na imprensa, é falso!”.
O estudo “Melhores Aposentadorias, Melhores Trabalhos...”, preparado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), aponta que se deve pensar em termos de previdência, a necessidade de ter reforma previdenciária. com a fomentação na criação de empregos formais, o que alavancaria a produtividade, e por conseguinte, o crescimento. Hoje para cada aposentado existem 10 trabalhadores potenciais, em 2050, em termos proporcionais diminuirá. para um aposentado para cada três trabalhadores potenciais.
A contribuição previdenciária isoladamente como tributo, é o que mais arrecada no Brasil. Comparando à arrecadação federal em 2014, correspondente a 30,09% do total, com sua evolução em relação a 2013, em torno de 29,14%. Estes números mostram que a contribuição previdenciária evoluiu satisfatoriamente mesmo diante da grande evasão de recursos, com a desoneração das folhas de pagamentos, em mais de R$ 20 bilhões, e se manteve no topo como principal fonte de recursos. Em termos gerais, a totalização da arrecadação federal em 2014 ficou em torno de R$ 1,187 trilhão, cresceu nominalmente em 4,36% e teve queda real de 1,79% em relação 2013 A previdência arrecadou R$ 670 bilhões de toda arrecadação federal, um crescimento nominal de 5,45% e queda real de 0,80% em relação a 2013. (dados fornecidos pela Receita Federal do Brasil, podem ser consultados em ( RFB dados).  
Isto confirma o estudo da aqui analisado, de que não há déficit nas contas da Previdência Social, como observamos no gráfico montado pela ANFIP. 
Constitucionalmente o Tesouro Nacional (leia-se governo) tem a obrigatoriedade de compensar a Previdência Social pelas perdas na arrecadação, decorrentes do processos, neste caso , desoneração da folha de pagamento. O que foi avaliado até agora, apontam o não cumprimento da lei maior. O valor da renúncia fiscal, que foi uma estimativa para 2012 , foi entorno de R$ 7,06 bilhões em 2013, de R$ 19,04 bilhões.O governo repassou apenas R$ 1,79 bilhão /2012 e R$ 9,02 bilhões/2013 de forma parcelada. A perda de arrecadação previdenciária, foi superior a R$ 15 bilhões somente neste biênio. Diante deste quandro, será que devemos pagar com o CPMF, as pedaladas irresponsáveis do governo do PT? @OTogaPreta,


Mais informação aqui ANFIPdesoneraçãodafolhadepagamento Oportunidade ou ameaça?